2 de março de 2021

A importância do acompanhamento oftalmológico na infância

A importância do acompanhamento oftalmológico na infância

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), em levantamentos, aponta que 43% das crianças cegas no mundo perderam a visão por causas evitáveis ou tratáveis. Atualmente, a Oftalmologia já permite a prevenção ou o tratamento efetivo de pelo menos 60% das doenças que cegam crianças.

O mais importante é a prevenção e, em segundo lugar, a atenção aos primeiros sinais de dificuldade para enxergar. Os pais têm um papel fundamental nesta avaliação diária, de acordo com cada faixa etária.

Mas, quais são os principais problemas que podem afetar a visão das crianças? Separamos, por faixa etária, as principais condições para as quais os pais devem estar atentos.

Recém-nascido: ao nascer, a criança passa pelo chamado Teste do Olhinho, no qual o médico pediatra identifica problemas oculares congênitos como malformações, catarata congênita, tumores e alterações embrionárias.

Até os 2 anos: sempre é importante o acompanhamento com um médico oftalmologista. No entanto, esse acompanhamento é fundamental ao se notar lacrimejamento ou desvio ocular, pupilas brancas ou embaçadas, fora da posição central ou de tamanhos diferentes. Isso é essencial para detectar problemas como glaucoma congênito ou catarata infantil, por exemplo.

“Ao nascer, a criança passa pelo chamado Teste do Olhinho, no qual o médico pediatra identifica problemas oculares congênitos como malformações, catarata congênita, tumores e alterações embrionárias.”


Dos 2 aos 5 anos:
os olhos desalinhados, ou estrabismo ocular, é a principal ocorrência nessa fase da vida da criança. O desvio precisa ser identificado e tratado até os 8 anos de idade, mas quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de tratamento e menor a perda visual.

Dos 5 aos 10 anos: na vida escolar, é possível que pais e professores identifiquem dificuldades na criança para enxergar de longe, as letras do quadro, ou de perto o que escreve no caderno. Além disso, desinteresse pelas aulas e dificuldades no aprendizado também servem como importantes alertas para erros refrativos, como miopia e hipermetropia, além do astigmatismo.


Dos 10 aos 15 anos:
na adolescência e pré-adolescência, existe o risco do desenvolvimento de ceratocone. A doença pode ser estimulada pelo hábito de coçar os olhos com muita frequência. É importante atentar para queixas de sensibilidade à luz e a uma baixa qualidade visual, mesmo com correção de óculos e lentes. O ceratocone não tem cura, mas quanto antes for diagnosticado, maiores as chances de realizar o tratamento para impedir o avanço da doença.

Visitas regulares ao médico oftalmologista e atenção a qualquer sinal de dificuldade visual são essenciais para manter a saúde visual das crianças e adolescentes.

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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